Olhe-se no espelho e perceba quem tu és. Precisamos nos descobrir a cada dia, entender o que realmente somos, e viver o universo que há em nós.
segunda-feira, 14 de abril de 2014
sábado, 5 de abril de 2014
segunda-feira, 10 de março de 2014
5 Coisas que você deveria ensinar a seus filhos sobre as estrelas
1. Como encontrar o Cruzeiro do Sul. Esta constelação é uma âncora em navegação. Navegadores usaram-na como guia desde o século XV quando começaram a explorar o hemisfério sul. Diga aos seus filhos que eles podem sempre voltar para casa. Lá fora o mundo pode estar cheio de turbulências, mas na sua família sempre haverá um lugar de amor, apoio e que você sempre será a âncora deles.
2. As histórias das constelações. Quando você conta as histórias das constelações, está compartilhando a sabedoria das eras. Seus filhos podem não querer de boa vontade participar de uma palestra sobre astronomia, mas você pode contar a história de Áries, o Carneiro mágico cujo sacrifício por duas crianças fez com que os deuses o imortalizasse em forma de constelação.
Não deixe de conhecer outras tradições culturais sobre o céu da noite. Na tradição americana nativa, um filho da estrela da manhã trouxe a sabedoria do sol para o mundo.
E ainda na tradição cabalistica judaica, onde todo o ano deles é regido pelo céu e as constelações...
3. A velocidade da luz das estrelas. A estrela mais próxima da Terra é Proxima Centauri. Com 4,2 anos-luz de distância, sua luz leva um pouco mais de quatro anos para chegar a terra. A estrela mais distante que pode ser vista a olho nu no hemisfério sul é Eta Carinae. Embora sua distância não seja precisamente conhecida, sua luz leva 7 mil e quinhentos anos para brilhar no céu. Ensine seus filhos que o universo tem grandes coisas para descobrirem, mas algumas ainda têm que esperar. As consequências das boas ações que tomamos agora nem sempre são imediatamente vistas.
4. Quanto mais escura a noite, mais estrelas você vê. Para visualizar bem os corpos celestes, você tem que ficar longe da poluição luminosa das cidades. Eles estão lá, mesmo que você não possa sempre vê-los. Ensine seus filhos que às vezes atravessamos caminhos sombrios na vida para alcançarmos a verdadeira luz. Quando as coisas ficarem difíceis, as estrelas da fé estarão lá para compartilhar sua luz.
5. A grandeza do universo. É impossível abranger com nossas mentes toda a imensidão do universo. Cientistas continuam ampliando os limites do espaço conhecido. Às vezes ficamos presos nos pequenos detalhes da vida e as circunstâncias podem parecer impossíveis de superar. Lembre a seus filhos que o universo é cheio de surpresas, espaços inexplorados e improváveis. A vida, como o universo, é cheio de infinitas possibilidades.
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Astronomia
sábado, 8 de março de 2014
Durmo, logo sonho...
Poderia não dormir durante noites, e pensar demasiadamente durante as madrugadas, sonhar acordado sentido o prazer de filosofar. Por outro lado minhas energias cessariam, meus nervos e órgãos se fatigariam, mas o pensar perduraria em minhas singelas criações...
... talvez a madrugada seja para observar o céu e pensar!
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Intentos de Reflexões,
PENSE!
sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014
Meu Querer
Singularmente sei o que quero,
O que quero é tudo querer,
É querer nada...
Sem nada saber, sem saber o nada.
É não querer ordinariedade.
É um não querer apenas algo,
Mas querer fragmentos inacabados de cada algo.
Em constância, abstraio-me.
Pensamentos arrítmicos em plena inconsciência
Por minhas entranhas exalam em consonância.
Luto por algo que quero
Sem saber o que sei, sabendo o que quero,
Ou querendo saber o meu querer.
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Músicas e Poesias
domingo, 17 de novembro de 2013
quinta-feira, 31 de outubro de 2013
Arquétipo dos Sentidos
A felicidade vaga em ermo dobrando as esquinas,
Ninguém jamais a encontrou tampouco soube o que é realmente felicidade.
E ainda não sendo completamente compreendida,
Não se pode ter respostas unívocas ou querer encontrar potes de ouro no arco-íris.
Pessoas felizes sorriem nesse curto espaço de tempo incertamente certas
Percorrendo inusitadamente o caminho, deixando no muro a felicidade.
Eureca! É possível dar significados aos sentidos,
Afinal, todos somos poetas, mas poucos sabem disso.
Imagens suscitam conexões, verdade ou não,
Pode não ser possível expressar totalmente isso,
Poucos o fazem, mas há quem tente.
A vida é sublime, néscio é quem genuinamente não vive ou desgosta o viver,
Mas quem afinal faz do hedonismo uma constância, ou sempre acorda em nirvana?
Talvez tudo o que toca seja mesmo real,
Através da maiêutica possa se encontrar a verdade da realidade ou se não,
Acreditar para dar existência e ter utopicamente a realidade da verdade.
A luz traz sentido à visão, mas às vezes é necessário mergulhar
Na profunda escuridão para que se possa enxergar.
Fotografar sem a contemplação dos olhos,
Expressar-se através de um instrumento musical sem o ouvir,
É um isomorfismo, um caminho, uma luz, talvez.
Quem usa a linguagem verbal coerentemente é capaz de gerar uma terceira totalidade,
Quem busca a verdade pode se deparar com a caixa de pandora
E talvez encontrar o que realmente difere o mythos do logos,
Um arquétipo da própria imaginação,
Privar a inquietação de um calcanhar de Aquiles
E perceber se os deuses realmente habitam o olimpo ou o nosso acreditar.
Ninguém jamais a encontrou tampouco soube o que é realmente felicidade.
E ainda não sendo completamente compreendida,
Não se pode ter respostas unívocas ou querer encontrar potes de ouro no arco-íris.
Pessoas felizes sorriem nesse curto espaço de tempo incertamente certas
Percorrendo inusitadamente o caminho, deixando no muro a felicidade.
Eureca! É possível dar significados aos sentidos,
Afinal, todos somos poetas, mas poucos sabem disso.
Imagens suscitam conexões, verdade ou não,
Pode não ser possível expressar totalmente isso,
Poucos o fazem, mas há quem tente.
A vida é sublime, néscio é quem genuinamente não vive ou desgosta o viver,
Mas quem afinal faz do hedonismo uma constância, ou sempre acorda em nirvana?
Talvez tudo o que toca seja mesmo real,
Através da maiêutica possa se encontrar a verdade da realidade ou se não,
Acreditar para dar existência e ter utopicamente a realidade da verdade.
A luz traz sentido à visão, mas às vezes é necessário mergulhar
Na profunda escuridão para que se possa enxergar.
Fotografar sem a contemplação dos olhos,
Expressar-se através de um instrumento musical sem o ouvir,
É um isomorfismo, um caminho, uma luz, talvez.
Quem usa a linguagem verbal coerentemente é capaz de gerar uma terceira totalidade,
Quem busca a verdade pode se deparar com a caixa de pandora
E talvez encontrar o que realmente difere o mythos do logos,
Um arquétipo da própria imaginação,
Privar a inquietação de um calcanhar de Aquiles
E perceber se os deuses realmente habitam o olimpo ou o nosso acreditar.
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sexta-feira, 20 de setembro de 2013
Pensamentos, para onde vão?
ou até mesmo se exalam junto com o vapor
da água quente do chuveiro. Podem esconderssem
durante o sono dentro do travesseiro ou
dentro de quem os cria e os têm.
Os pensamentos podem ser observados através de
atitudes e comportamentos, podem até serem reparados
em um singelo olhar. Manifestam-se através de palavras
e podem ferir como uma faca rasgando a alma,
mas podem também suscitar sorrisos inebriantes.
Os donos dos pensares podem exprimi-los de diversas formas.
Há quem fala o que pensa, e também quem pensa para falar.
Outros anexam seus pensamentos em um papel, em uma canção,
e podem também tornar-sem uma expressão, e ainda outros, guardam somente para si.
Os pensamentos transformam-se, viajam pelos ares,
caminham pelas estradas ao luar, vão e vem pelos mares,
pousam como aves, são crianças que choram e sorriem ao cais,
misturam-se e explodem em cores cintilantes.
Muitos falam do pensar, poucos exprimem, poucos registram,
outros nem sabem para onde vai.
Os pensamentos mudam e podem mudar, nascem e podem perdurar.
Existe um lugar onde originam-se, exteriorizam ou padecem no mesmo lugar.
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quarta-feira, 4 de setembro de 2013
O Ato de Viver
Viver e pensar é um pesar que vi e verei.
Pensar e viver as vezes dissipa o ar, obstem o respirar,
Enquanto isso o mar persiste em marulhar, e eu, a olhar o mar.
Viver é acreditar, pensar é existir, logo, vivo pensando, acreditando na vida.
Viver é o que vim ver, ouvir ou somente ver.
Viver é sentir, e sentir sem ti é frívolo, viver é o que há.
Viver momentos infaustos talvez subsistem para o sorrir rescender.
Viver talvez seja acreditar em algo a mais, originar o criar ou fazer acontecer.
Viver, é preciso saber, viver é preciso. Vivamos com precisão!
Ton Birth
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terça-feira, 27 de agosto de 2013
Conscience Remind
Ainda que eu me perca, me encontro
Nos mais profundos abismos do entretanto
Os batimentos em ritma do meu coração
Se expelem e exalam na mais bela canção.
Canção tão bela, que no entanto
Me redime da voragem, traz-me coragem, coduz-me a ela.
E escalando aos prantos ou não
Guia-me, Inebria-me tal canção.
Ton Birth
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Músicas e Poesias
quinta-feira, 22 de agosto de 2013
4 Trovas
A face iluminada
Pensamentos se esvaem
Como os dias decaem
Volve a noite inundada
----------//----------
No mundo sinto-me um
E perdido entre tantos
Espero um ais e algum
Intento que soe meus cantos
----------//----------
Contemplo a maresia
E contento-me sorrindo
Observo em demasia
Caminhando e ouvindo
----------//----------
Sinto saudades da música
Que ouvia quando criança
Me afeta através de astúcia
Nostalgia e instância
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Músicas e Poesias,
Trovas
domingo, 11 de agosto de 2013
sábado, 10 de agosto de 2013
Sonho de Uma Flauta - O Teatro Mágico
Nem toda palavra é
Aquilo que o dicionário diz
Nem todo pedaço de pedra
Se parece com tijolo ou com pedra de giz
Avião parece passarinho
Que não sabe bater asa
Passarinho voando longe
Parece borboleta que fugiu de casa
Borboleta parece flor
Que o vento tirou pra dançar
Flor parece a gente
Pois somos semente do que ainda virá
A gente parece formiga
Lá de cima do avião
O céu parece um chão de areia
Parece descanso pra minha oração
A nuvem parece fumaça
Tem gente que acha que ela é algodão
Algodão as vezes é doce
Mas as vezes é doce não
Sonho parece verdade
Quando a gente esquece de acordar
E o dia parece metade
Quando a gente acorda e esquece de levantar
Ah e o mundo é perfeito
Hum e o mundo é perfeito
E o mundo é perfeito
Eu não pareço meu pai
Nem pareço com meu irmão
Sei que toda mãe é santa
Sei que incerteza traz inspiração
Tem beijo que parece mordida
Tem mordida que parece carinho
Tem carinho que parece briga
Briga que aparece pra trazer sorriso
Tem riso que parece choro
Tem choro que é por alegria
Tem dia que parece noite
E a tristeza parece poesia
Tem motivo pra viver de novo
Tem o novo que quer ter motivo
Tem a sede que morre no seio
Nota que fermata quando desafino
Descobrir o verdadeiro sentido das coisas
É querer saber demais
Querer saber demais
Sonho parece verdade
Quando a gente esquece de acordar
E o dia parece metade
Quando a gente acorda e esquece de levantar
Mas o sonho
Sonho parece verdade
Quando a gente esquece de acordar
E o dia parece metade
Quando a gente acorda e esquece de levantar
Ah e o mundo é perfeito
Mas o mundo é perfeito
O mundo é perfeito...
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Predileções Musicais
Carta Sobre a Felicidade (A Meneceu) - Epicuro
Que ninguém hesite em se dedicar à filosofia enquanto jovem, nem se canse
de fazê-lo depois de velho, porque ninguém jamais é demasiado jovem ou
demasiado velho para alcançar a saúde do espírito. Quem afirma que a hora de
dedicar-se à filosofia ainda não chegou, ou que ela já passou, é como se dissesse
que ainda não chegou ou que já passou a hora de ser feliz. Desse modo, a filosofia
é útil tanto ao jovem quanto ao velho: para quem está envelhecendo sentir-se
rejuvenescer através da grata recordação das coisas que já se foram, e para o
jovem poder envelhecer sem sentir medo das coisas que estão por vir; é
necessário, portanto, cuidar das coisas que trazem a felicidade, já que, estando
esta presente, tudo temos, e, sem ela, tudo fazemos para alcançá-la.
Pratica e cultiva então aqueles ensinamentos que sempre te transmiti, na
certeza de que eles constituem os elementos fundamentais para uma vida feliz.
Em primeiro lugar, considerando a divindade como um ente imortal e bem
aventurado, como sugere a percepção comum de divindade, não atribuas a ela
nada que seja incompatível com a sua imortalidade, nem inadequado à sua bemaventurança;
pensa a respeito dela tudo que for capaz de conservar-lhe felicidade
e imortalidade.
Os deuses de fato existem e é evidente o conhecimento que temos deles; já
a imagem que deles faz a maioria das pessoas, essa não existe: as pessoas não
costumam preservar a noção que têm dos deuses. Ímpio não é quem
rejeita os deuses em que a maioria crê, mas sim quem atribui aos deuses os falsos
juízos dessa maioria. Com efeito, os juízos do povo a respeito dos deuses não se
baseiam em noções inatas, mas em opiniões falsas. Daí a crença de que eles
causam os maiores malefícios aos maus e os maiores benefícios aos bons.
Irmanados pelas suas próprias virtudes, eles só aceitam a convivência com os
seus semelhantes e consideram estranho tudo que seja diferente deles.
Acostuma-se à idéia de que a morte para nós não é nada, visto que todo
bem e todo mal residem nas sensações, e a morte é justamente a privação das
sensações. A consciência de que a morte não significa nada para nós proporciona
a fruição da vida efêmera, sem querer acrescentar-lhe tempo infinito e eliminando
o desejo de imortalidade.
Não existe nada de terrível na vida para quem está perfeitamente
convencido de que não há nada de terrível em deixar viver. É tolo portanto quem
diz ter medo da morte, não porque a chegada desta lhe trará sofrimento, mas
porque o aflige a própria espera: aquilo que não nos perturba quando presente não
deveria afligir-nos enquanto está sendo esperado.
Então, o mais terrível de todos os males, a morte, não significa nada para
nós, justamente porque, quando estamos vivos, é a morte que não está presente;
ao contrário, quando a morte está presente, nós é que não estamos. A morte,
portanto, não é nada, nem para os vivos nem para os mortos, já que para aqueles
ela não existe, ao passo que estes não estão mais aqui. E, no momento, a maioria
das pessoas a foge da morte como se fosse o maior dos males, ora a deseja como
descanso dos males da vida.
O sábio, porém, nem desdenha viver, nem teme deixar de viver; para ele,
viver não é um fardo e não-viver não é um mal.
Assim, como opta pela comida mais saborosa e não pela mais abundante,
do mesmo modo ele colhe os doces frutos de um tempo bem vivido, ainda que
breve.
Quem aconselha o jovem a viver bem e o velho a morrer bem não passa de
um tolo, não só pelo que a vida tem de agradável para ambos, mas também
porque se deve ter exatamente o mesmo cuidado em honestamente morrer. Mas
pior ainda é aquele que diz: bom seria não ter nascido, mas uma vez nascido,
transpor o mais depressa possível as portas do Hades.
Se ele diz isso com plena convicção, por que não se vai desta vida? Pois é
livre para fazê-lo, se for esse realmente seu desejo; mas se o disse por
brincadeira, foi um frívolo em falar de coisas que brincadeira não admitem.
Nunca devemos nos esquecer de que o futuro não é nem totalmente nosso,
nem totalmente não-nosso, para não sermos obrigados a esperá-lo como se
estivesse por vir com toda a certeza, nem nos desesperarmos como se não
estivesse por vir jamais.
Consideremos também que, dentre os desejos, há os que são naturais e os
que são inúteis; dentre os naturais, há uns que são necessários e outros, apenas
naturais; dentre os necessários, há alguns que são fundamentais para a felicidade,
outros, para o bem-estar corporal, outros, ainda, para a própria vida. E o
conhecimento seguro dos desejos leva a direcionar toda escolha e toda recusa
para a saúde do corpo e para a serenidade do espírito, visto que esta é a
finalidade da vida feliz: em razão desse fim praticamos todas as nossas ações,
para nos afastarmos da dor e do medo.
Uma vez que tenhamos atingido esse estado, toda a tempestade da alma se
aplaca, e o ser vivo não tendo que ir em busca de algo que lhe falta, nem procurar
outra coisa a não ser o bem da alma e do corpo, estará satisfeito. de fato, só
sentimos necessidade do prazer quando sofremos pela sua ausência; ao contrário,
quando não sofremos, essa necessidade não se faz sentir.
É por essa razão que afirmamos que o prazer é o início e o fim de uma vida
feliz. com efeito, nós o identificamos como o bem primeiro e inerente ao ser
humano, em razão dele praticamos toda escolha e toda recusa, e a ele chegamos
escolhendo todo bem de acordo com a distinção entre prazer e dor.
Embora o prazer seja nosso bem primeiro e inato, nem por isso escolhemos
qualquer prazer: há ocasiões em que evitamos muitos prazeres, quando deles nos
advêm efeitos o mais das vezes desagradáveis; ao passo que consideramos
muitos sofrimentos preferíveis aos prazeres, se um prazer maior advier depois de
suportarmos essas dores por muito tempo. Portanto, todo prazer constitui um bem
por sua própria natureza; não obstante isso, nem todos são escolhidos; do mesmo
modo, toda dor é um mal, mas nem todas devem ser sempre evitadas. Convém,
portanto, avaliar todos os prazeres e sofrimentos de acordo com o critério dos
benefícios e dos danos. Há ocasiões em que utilizamos um bem como se fosse um
mal e, ao contrário, um mal como se fosse um bem.
Consideramos ainda a auto-suficiência um grande bem; não que devamos
nos satisfazer com pouco, mas para nos contentarmos esse pouco caso não
tenhamos o muito, honestamente convencidos de que desfrutam melhor a
abundância os que menos dependem dela; tudo o que é natural é fácil de
conseguir; difícil é tudo o que é inútil.
Os alimentos mais simples proporcionam o mesmo prazer que as iguarias
mais requintadas, desde que se remova a dor provocada pela falta: pão e água
produzem o prazer mais profundo quando ingeridos por quem deles necessita.
Habituar-se às coisas simples, a um modo de vida não luxuoso, portanto,
não é só conveniente para a saúde, como ainda proporciona ao homem os meios
para enfrentar corajosamente as adversidades da vida: nos períodos em que
conseguimos levar uma existência rica, predispõe o nosso ânimo para melhor
aproveitá-la, e nos prepara para enfrentar sem temos as vicissitudes da sorte.
Quando então dizemos que o fim último é o prazer, não nos referimos aos
prazeres dos intemperantes ou aos que consistem no gozo dos sentidos, como
acreditam as pessoas que ignoram o nosso pensamento, ou não concordam com
ele, ou o interpretam erroneamente, mas ao prazer que é a ausência de
sofrimentos físicos e de perturbações da alma. Não são, pois, bebidas nem
banquetes contínuos, nem a posse de mulheres e rapazes, nem o sabor dos
peixes ou das outras iguarias de uma mesa farta que tornam doce uma vida, mas
um exame cuidadoso que investigue as causas de toda escolha e de toda rejeição
e que remova as opiniões falsas em virtude das quais uma imensa perturbação
toma conta dos espíritos. De todas essas coisas, a prudência é o princípio e o
supremo bem, razão pela qual ele é mais preciosa do que a própria filosofia; é dela
que originaram todas as demais virtudes; é ela que nos ensina que não existe vida
feliz sem prudência, beleza e justiça sem felicidade. Porque as virtudes estão
intimamente ligadas à felicidade, e a felicidade é inseparável delas.
Na tua opinião, será que pode existir alguém mais feliz do que o sábio, que
tem um juízo reverente acerca dos deuses, que se comporta de modo
absolutamente indiferente perante a morte, que bem compreende a finalidade da
natureza, que discerne que o bem supremo está nas coisas simples e fáceis de
obter, e que o mal supremos ou dura pouco, ou só nos causa sofrimentos leves?
Que nega o destino, apresentado por alguns como o senhor de tudo, já que as
coisas acontecem ou por necessidade, ou por acaso, ou por vontade nossa; e que
a necessidade é incoercível, o acaso instável, enquanto nossa vontade é livre,
razão pela qual nos acompanham a censura e o louvor?
Mais vale aceitar o mito dos deuses, do que ser escravo do destino dos
naturalistas; o mito pelo menos nos oferece a esperança do perdão dos deuses
através das homenagens que lhes prestamos, ao passo que o destino é uma
necessidade inexorável.
Entendendo que a sorte não é uma divindade, como a maioria das pessoas
acredita (pois um deus não faz nada ao acaso), nem algo incerto, o sábio não crê
que ela proporcione aos homens nenhum bem ou nenhum mal que sejam
fundamentais para uma vida feliz, mas, sim, que dela pode surgir o início de
grandes bens e de grandes males. A seu ver, é preferível ser desafortunado e
sábio, a ser afortunado e tolo; na prática, é melhor que um bom projeto não chegue
a bom termo, do que chegue a ter êxito um projeto mau.
Medita, pois, todas estas coisas e muitas outras a elas congêneres, dia e
noite, contigo mesmo e com teus semelhantes, e nunca mais te sentirás
perturbado, quer acordado, quer dormindo, mas viverás como um deus entre os
homens. Porque não se assemelha absolutamente a um mortal o homem que vive
entre bens imortais.
Epicuro
Do livro: “Carta sobre Epicuro”
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quarta-feira, 29 de maio de 2013
28 de Maio [#2]
De algum estado estou genuinamente feliz por descobrir fragmentos de mim e compartilhar pensamentos que perduraram momentos, abriram sorrisos e inebriaram a alma.
Ainda brisando, no ônibus viajando na música e balançando a cabeça, entra um rapaz e me cumprimenta:
- Opa, tudo bem?
- Oh, beleza! Respondo.
Nunca vi o cara na minha vida. Acho que ele pensou que meu gesto fora um cumprimento...
Certo, vou ouvindo a trilha sonora da minha vida, aquelas músicas que se ouve quando está feliz ou triste, ou ambos ao mesmo tempo. Desço no ponto e continuo viajando nas músicas, um senhor me intercepta:
- Hoje está bom para dormir!
- É verdade, a noite está agradável!
- Você tem cara de músico!
- Ah, eu toco violão desde a infância, a música me fascina. Acho que todos deveriam tocar algum instrumento.
- Tem razão, também toco violão. A Música é um caminho! (Ele gesticulou um caminho com as mãos).
- Ehhhh, anhhhhhn... Se todos tivessem oportunidade, talvez um ato errôneo transformaria-se em uma canção, ou um simples gesto musical. Bom, eu cheguei, tenha uma boa noite!
- Boa noite!
- Foi um prazer...
Se podemos viver o agora por que esperar o amanhã para sorrir?
Façamos o bem e em algum momento seremos retribuídos.
Ajudar alguém sem nada esperar é um simples e admirável gesto que conforta o coração!
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